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"É com H"

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    imagem: @aartesara

    “Cada um é responsável pelas suas escolhas, mas e se a falta de fé deles for culpa nossa?” Eles – Priscilla Alcântara.
    Já fazia um tempo que eu queria escrever sobre essa música, já fazia um tempo que eu refletia sobre ela. Mas hoje Deus me pegou de jeito com vários “reflitão” sérios e arrasadores. Tudo começou quando eu me afastei da religião, passei alguns meses distante e durante esse tempo eu tive um contato um pouco maior com as pessoas que vivem fora da bolha. Nossa bolha gospel. E me dei conta que quando estamos dentro dela, convivendo com pessoas cristãs, trabalhando em ministérios com pessoas cristãs, indo à igreja todo domingo, ouvindo apenas músicas cristãs, conversando apenas com pessoas cristãs, nós nos colocamos dentro dessa bolha e me veio o seguinte pensamento: os cristãos nem sabem que essa bolha existe. Mas aí nós temos um problema, e esse texto não visa solucionar o problema, visa causar uma reflexão, pois para ser honesta, eu ainda não tenho resposta para todas as problematizações que Deus colocou em minha mente e meu coração.
    Existe uma barreira entre os cristãos e não cristãos, e essa barreira tem dimensões e pesos que os cristãos não imaginam, porque só conseguem ver o seu lado. Nós estamos sim vivendo uma fase melhor no cristianismo, um avivamento. Lindos ministérios e movimentos têm surgido, no entanto, onde estão os não cristãos nesses movimentos? Esses movimentos atraem os que já são de dentro, mas e os de fora? Até que ponto essa paixão da nova geração é saudável? Quando ela pode se tornar uma alienação com relação aos de fora? E será que isso era o que Jesus queria?
    No evangelho de Marcos, capítulo 2, é relatado que Jesus comia com os pecadores. Mas ele não apenas comia, o compartilhar do pão com Jesus sempre foi diferente, ele compartilhava não apenas a comida, mas suas ideias, ele também os ouvia, eles conversavam. E quando questionado por suas companhias, inclusive seus discípulos – pois Mateus era cobrador de impostos, visto como um traidor pelos judeus por trabalhar para Roma – o Mestre diz que veio para os doentes, veio cuidar dos pecadores. E onde estamos nós nisso? Trabalhamos em ministérios para alcançar esses doentes, propagamos que Deus os ama incondicionalmente, e se eles aceitam e acreditam nisso, e depois? E se eles não aceitam, os abandonamos ao invés de sentar à mesa com eles?
    Depois de meses afastada da religião eu vejo que as coisas não são preto e branco como eu pensava e como tantos cristãos que conheço acham que são. Há outras cores, formas, vidas. Os movimentos crescentes estão cheios de cristãos que antes eram frios e agora queimam por Jesus e glória a Deus por isso! Mas é hora de expandir, de sair, de ir para fora. Mas a realidade, vista e ouvida por mim é que as pessoas de fora não se sentem amadas e acolhidas por nós! Vou tomar como exemplo os homossexuais, nós dizemos a eles que Deus os ama, e que esse amor é incondicional, mas é tão difícil um homossexual conseguir permanecer na igreja. Você já parou para conversar com um deles e perguntar o porquê? “Esses movimentos me machucam e os cristãos me deixam frustrada porque se eu não consigo ter a vida deles, me acho uma péssima cristã que não tem o amor de Deus [...] As pessoas estão sempre muito imersas e isso me faz sentir um lixo incapaz de ter fé. Pode ter gente como exemplo de cristão, eu sou um exemplo de fracasso. [...] Representatividade tem sido um papo bem batido mas é algo real, as pessoas buscam representatividade. Já parou pra pensar que o fato de não ter lgbt na igreja é o que os afastam? Com não haverem lgbt lá e haver gente historicamente intolerante é a certeza de ser desprezado ou excluído. Exatamente o que se tem medo e se luta contra. É quase um tiro no pé.” Relato de uma amiga minha. "Tenho certeza de que eu não seria bem vinda nos ministérios" disse outra amiga "Sinto que a gente até pode ir aos cultos mas não porque somos bem vindos de verdade e sim para terem a oportunidade de salvarem nossa alma e cumprirem seu dever cristão. [...] Somos tratados como um problema, algo que precisa ser resolvido. Somos vistos como promíscuos e rebeldes, nossos sentimentos não são levados em consideração. E por mais que tenhamos um relacionamento com Deus, quando dizemos isso, não é levado à sério. Tudo isso me faz sentir que meu relacionamento com Deus está mais protegido fora do que dentro da igreja."
                O que estamos fazendo? Talvez se conseguíssemos de fato olhar para as pessoas como gente e não como “pecadores”, “afastados”, “gays”, se conseguíssemos ou ao menos tentássemos olhar para as pessoas como Jesus conseguia olhar, será que o amor dele então seria suficiente? Porque querendo ou não, se as pessoas ouvem que Deus as ama e não encontram esse amor na igreja, ele não será suficiente para fazê-las permanecer. Porque o evangelho de Cristo era tão atraente para os mais doentes mas o evangelho pregado hoje não os atrai? Porque eu ouço que isso é “mentira”, “hipocrisia”, “papo furado”, e porque estamos desistindo dessas pessoas quando o Mestre nos ensinou a nos cercar delas?
                Quando olhamos para a Bíblia e novamente citarei Marcos, nós vemos que os “santos”, os escribas e fariseus não concordavam com o que Jesus fazia, ele curava no sábado, ele andava com pecadores, ele perdoava os pecados. E os “santos” acusavam Jesus de diversas coisas, mas o que Jesus mostra a eles é que eles queriam o conhecimento da Palavra apenas para eles, não se preocupavam com a salvação dos que viviam fora de sua bolha. Jesus saiu da bolha e os alcançou. Jesus veio restaurar o relacionamento do homem com Deus, porque a prioridade das regras tinha substituído a prioridade dos relacionamentos – tanto do homem com Deus, como dos cristãos entre si. O mérito havia substituído o amor, as tradições tinham substituído a intenção de Deus de restaurar pessoas! Será que isso está acontecendo novamente? Nós não podemos pregar o evangelho e excluir as pessoas quando elas entram na igreja, a comunhão entre os irmãos reflete a comunhão com Deus!
                Porque a igreja passou a excluir se o Senhor dela veio justamente para incluir, alcançar e salvar?
                O que estamos fazendo de errado?
    Como eu disse, não vim dar respostas, vim procurar a reflexão. Espero que esse texto tenha despertado em você a inquietação que Deus me despertou. Talvez esse seja o primeiro passo para mudar tudo.

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         Em pelo menos um momento da sua vida você se dará conta de que está sozinho. Num momento de dor, com o coração aflito, você procurará em seus contatos alguém com quem conversar e irá sentir que ninguém ali é por você. Aquela sensação de que no fim das contas, você só tem a si mesmo e àqueles do seu sangue, pois eles não podem fugir - ou não deveriam.
         Essa é uma solidão que dói e talvez você derrame algumas lágrimas, tudo bem. Você sabe que pode conversar, rir, falar bobeiras com a maioria de seus contatos, mas se em algum momento você sentiu uma dor que não conseguiu compartilhar com ninguém e se sentiu abandonado e só, esse texto é para você.
          Há dois caminhos que se pode tomar. E você não necessariamente precisa ignorar o primeiro. Talvez você possa e queira viver os dois, eu sei que eu vivi.

    1- Você pode se permitir sofrer essa dor. Afinal de contas, ela é sua dor e é válida.
    Talvez nesse caminho você se pergunte como pode não ter ninguém ao seu lado, como pode que nenhum dos seus amigos consigam te entender. Quero que saiba que provavelmente isso não é verdade, mas ambos sabemos que essa solidão tão dolorosa não nos deixa pensar de forma racional, ver além da dor. Então, chore. Enfureça-se. Viva este caminho até que sua última lágrima caia para que esteja pronto a viver o caminho número dois, se assim escolher.

    2- Você pode transformar a solidão em solitude. 
    Solitude não é solidão. Solidão machuca, dói e não traz benefícios. A solidão é um vazio, uma ausência. A solitude é um pleno contato consigo mesmo, é não sentir dor em estar só por aproveitar a própria companhia. A solitude é equilíbrio.
    Nesse caminho, você escolhe transformar algo doloroso em algo que te cura. Você escolhe aproveitar e se autoconhecer. Pois como eu disse no começo, você percebeu que no fundo (no final de tudo) você o que tem. Você é o único que não parte, é o que fica, você é sua melhor companhia. Nesse caminho, seja seu maior benfeitor, trate-se com amor.

         Escolha viver os dois caminhos ou não, viva o segundo e em algum ponto se amará tanto que a solidão sempre será solitude. Você sempre transformará o barro em lindos vasos onde seu autoconhecimento vai florescer. Você será suficiente em sua solidão. E mais que isso, saberá com quem de fato pode contar: você.
         Não, você não está só, é provável que quando a solidão passar você irá perceber que há pessoas com você. Mas também irá perceber que quando sentir que não há ninguém, sempre restará alguém ali,  e esse alguém você conhece muito bem.

        Que isso te traga paz, que você consiga se reerguer, mesmo depois de sofrer.
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         Esses dias me peguei pensando em como a expectativa da beleza é pesada. Tentei imaginar uma sociedade em que a beleza (física) não fosse importante, em que a beleza passasse despercebida aos nossos olhos. Em que ao ver uma pessoa na rua, não pensássemos se ele ou ela é bonito ou feio. Em que ao conhecer uma pessoa em alguma ocasião, tivéssemos que nos empenhar para realmente conhece-la, pois a beleza física não nos seria mais aparente, então teríamos de cavar para achar a interior.

           Seria muito mais trabalhoso, e muito mais interessante. E seria libertador.

        Qual seria a sensação de andar na rua sem se preocupar com olhares, tanto de reprovação, aprovação ou assédio? Como seria a sensação de segurança ao conversar com alguém que nos interessa por saber que não seríamos julgados primariamente por nossa aparência? Me parece tão libertador. Isso até nos estimularia a melhorar como seres humanos, já que não poderíamos contar com a beleza física para atrair alguém, possivelmente nos trataríamos melhor, sem interesses secundários, sem preconceitos. É possível que isso também tivesse seus lados negativos, mas no momento só consigo pensar em como seríamos melhores. Se num primeiro contato, é a beleza física que parece ditar se vamos ou não nos interessar por alguém, ou até como vamos tratar as pessoas, pois infelizmente a aparência influencia muito em como nos tratamos.

         No caso dos relacionamentos, o “jogo” ficaria mais justo, o campo mais aberto, todo mundo seria uma opção, as pessoas conversariam mais, seriam eliminados aqueles que tivessem um caráter desagradável, os que não fossem honestos, gentis, bondosos, verdadeiros. E as pessoas que hoje não parecem fisicamente agradáveis, mas tem o interior tão lindo quanto a natureza, teriam uma chance para o amor que merecem. Mulheres não seriam mais enganadas por homens lindos com a personalidade de um prego. Homens não precisariam se preocupar em ter o corpo modelado e forte para atrair mulheres que apenas se preocupam com seu dinheiro ou carro.
         Mulheres teriam mais liberdade ao andar na rua do jeito que são, sem se preocupar tanto (perceba que eu disse tanto) com o fato de sua beleza atrair homens sem escrúpulos que querem seus corpos e vão toma-los apenas por quererem. A beleza não seria a primeira coisa que pairaria sobre seus olhos. Talvez fosse mais seguro ser mulher.

         As pessoas se vestiriam bem e se cuidariam fisicamente apenas como um complemento de quem são, de um amor próprio que depende muito menos de uma carne temporária, mas sim de uma personalidade firmada em quem realmente são. Seríamos mais confiantes, seguros, bem-humorados, amáveis, respeitosos, compreensíveis e talvez até mais empáticos. Seríamos mais humanos.

        Isso não resolveria todo o problema da humanidade, mas tiraria de nós alguns pesos com os quais convivemos e às vezes nem percebemos. Como por exemplo, o peso de ser desejável e atraente nas redes sociais. Seríamos apenas nós mesmos compartilhando nossas vidas, sonhos, cotidianos e rotinas. Seríamos apenas quem nós somos sem esforço para caber. Sem esforço para sermos enquadrados em padrões aceitáveis. Sem esforços para sermos aceitos. Sem medos de ridicularizações por causa da nossa pele, cabelo, olhos, bocas, narizes, barrigas, braços, pernas, pés.

          Posso ter viajado bastante, mas foi gostoso apenas imaginar... Quão profunda seria a vida. Porque afinal de contas, o que é a beleza senão superficial?


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         O que tenho visto e tem me angustiado não é novidade, e talvez você irá concordar comigo; a humanidade está com deficiência de respeito. Meu médico me disse que estou com deficiência de vitamina D, mas o que me preocupa é a falta de respeito no mundo. O que tem me preocupado é a imposição de formas de viver.
         Como cristã, eu fui ensinada a amar a todos - mas te confesso que não fui ensinada pelas pessoas ao meu redor, fui ensinada pelo próprio Cristo. Enquanto vejo com meus próprios olhos cristãos dizerem coisas repugnantes sobre a forma de outras pessoas viverem, Cristo me ensinou a olhá-las como Ele mesmo as olha: com amor. E isso não é um problema apenas na religião (seja qual for). Na universidade, se você pensa de forma diferente, ou tem uma cor que por muitos é considerada inferior, ou é mulher, ou tem uma outra orientação sexual, você não é digno de respeito. Parecemos animais selvagens atacando uns aos outros.
         Analisemos em essência. O que significa a palavra respeito? Segundo o site "Significados", respeito...
    "Na sua origem em latim, a palavra respeito significa olhar outra vez. Assim, algo que merece um segundo olhar é algo digno de respeito. [...] Respeitar não significa concordar em todas as áreas com outra pessoa, mas significa não discriminar ou ofender essa pessoa por causa da sua forma de viver ou suas escolhas."
         Na minha opinião, respeito é uma base, uma necessidade para a ausência de caos, para o ser humano - não o sujeito, mas o ser pessoa, para ser um humano. Eu ouço pessoas que com orgulho dizem "eu me recuso a respeitar um comunista, um gay, uma feminista, um PTista, um argentino (hahaha), um cristão, um ateu, um negro, uma mãe de santo..." O respeito que você não dá, te tira o direito de receber. O direito que você tira, você rouba de si mesmo. Isso é um direito que você tira. Os direitos humanos (sim, eu cheguei aqui) 
    "Afirma que TODOS os seres humanos nascem livres e iguais em DIGNIDADE e em DIREITOS, dotados de RAZÃO e CONSCIÊNCIA e devem agir uns para com os outros em espírito de FRATERNIDADE" (Grifos meus)
         A retirada do direito de alguém dói, pois você tira a dignidade de alguém ser quem é, quem ele mesmo construiu, as dores e lutas que ele carregou para se tornar quem é, suas escolhas trabalhosas, suas descobertas e insights. Isso dói. E você pode não se importar de causar dor em alguém, mas se você se colocar no lugar desse alguém (algo clichê, simples e necessário) com quem aconteceu tudo o que citei nesse parágrafo e tudo o que você passou for desvalorizado, vai doer em você. Quando atacam sua fé você se revolta porque dói, quando diminuem sua opinião você se revolta porque dói, quando humilham quem você é você se revolta porque dói. A falta de respeito dói.
         Sinceramente eu estou cansada de ouvir falar de um amor que as pessoas não vivem. Estou cansada de ver pessoas que foram machucadas se tornarem as que machucam porque isso vira um ciclo sem fim. Estou cansada da hipocrisia despercebida que carregamos.
         Quando Jesus disse para amar uns aos outros, Ele não fala de SENTIMENTO, Ele fala de DECISÃO. Você não precisa gostar da pessoa, mas precisa DECIDIR AMAR. Nem sempre é possível gostar do seu inimigo. Eu aprendi esse ano com um pastor chamado Tiago que "Amar é uma decisão, gostar é uma afinidade." Decida não odiar o outro porque ele pensa diferente de você.

        Se você, leitor, já foi machucado por algum cristão que não te respeitou e não te amou, por eles, eu te peço perdão. Pela falta de amor, eu peço perdão e te digo, muitos estão tentando acertar, outros, acham que estão certos mas poucos aceitam a missão difícil de deixar o que pensa de lado e de fato amar.
        Em outra perspectiva, você que quer ser respeitado lembre que a gente dá o que tem, então faça também a sua parte, você ganha com isso e engrandece sua alma. Em resumo: Ame mais, julgue menos. Deixe de ser ruim e respeite o coleguinha. Ame o próximo. Faça com o outro o que gostaria que fizessem com você. Não exija respeito se você não dá. E... O que você perde em respeitar?

       E se você não concorda com algo ou nada que eu escrevi aqui, bem, respeite.
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    (ou não tão querida assim)
    Hoje você me pegou de jeito, enlaçou e não quis soltar, aproveitou o fato de que eu ainda não sei lidar, resolveu abusar. 
    Mas sabe ansiedade, no meio do tremor, do choro e do enjôo eu coloquei em prática o permitir-se ser fraco, o "tudo bem não estar bem". 
    Enquanto você gritava em minha mente e eu não queria demonstrar minha fraqueza, fui forte por te deixar passar e parar de lutar, até você cansar e eu tomar meu lugar.
    Sabe ansiedade, sem querer, você me lançou nos braços de amores, pessoas com quem posso contar e sabem me cuidar. Você me ensinou que eu não estou só.
    Só mais uma coisa, ansiedade; eu não vou desistir. Não importa o número de vezes que você vier, eu vou resistir, não vou ceder, não vou deixar você me ter. Na hora eu posso cair, mas depois, vou levantar, a poeira sacudir, e continuar.
    Eu sempre vou continuar.
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         Põe uma mordaça na boca, prende as mãos, deita quietinho. Chorou? Enxuga, supera. Não caia porque você precisa levantar os outros. Não dá tempo de ouvir você, deixa para depois, aquele amigo tá chorando. O corpo todo dói, ignora e levanta, a vida não espera nem dá descanso. Toma um medicamento, não dá tempo de analisar o que está por trás dessa dor.
         Cala essa mente acelerada e vai estudar. Para de balançar as pernas, se comporte na sala de aula, cala essa mente que quer gritar, segura esse corpo que quer correr e fugir. Toma os medicamentos para controlar os sentimentos, por um lado a estabilidade, por outro, não dá nem pra sentir de fato. Controla o medo, a ansiedade, a tristeza, controla!
         Não precisa de camisa de força, já está preso na anti loucura. Talvez essa seja a nova camisa de força. Talvez o alívio esteja em deixar-se enlouquecer. Talvez só precise deixar doer. Mas cala, cobre, controla, segura, normaliza, anestesia. O humano esqueceu que o sofrimento é tão normal quanto a felicidade. O humano perdeu o equilíbrio e adoeceu o adoecer. Eles precisam doer. Às vezes, só precisa doer.


    Notas da autora: esse texto foi escrito baseado no sofrimento que tenho visto ao meu redor, em pessoas ao meu redor. Não sou contra o uso de medicamentos, muito pelo contrário, acho até necessário, mas tenho visto que a maior dor de muitas pessoas é não poder sofrer. Permitam-se sofrer. Precisamos passar pela dor, para que ela possa ir embora.
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         Para e em todas as situações da vida nós precisamos de apoio. Há alguns anos eu vi uma frase num devocional, não sei quem a escreveu mas nunca esqueci dela: "Gente precisa de gente". Passando por momentos difíceis, ou tendo que tomar alguma decisão, ou lidando com a morte/doença, se sentindo triste, terminando um relacionamento, sentindo medo, seja lá o que está acontecendo, você precisa de alguém.
         É certo que há coisas e momentos que precisamos passar sozinhos, mas "não é bom que o homem esteja só". A solidão não nos constitui em essência. Aprendi no curso de psicologia que o humano é um ser social, isso nos constitui e atravessa, a nossa formação e construção também depende disso. Então o isolamento é adoecedor. Nós precisamos do outro mesmo quando não aceitamos isso. E o que quero dizer com tudo isso?
         Forme sua rede de apoio. Tenha pessoas para quem você pode correr. Isso é difícil? Pode ser. Se você não der uma chance às pessoas para serem seu apoio, pode ser mais difícil ainda. É preciso confiar e eu entendo que confiar é difícil, mas se você der um pouco, também irá receber um pouco. Estou passando por um momento difícil e delicado, e digo sem nenhuma dúvida em meu coração que minha rede de apoio garante minha sobrevivência.
         Eu tenho vergonha e medo de pedir ajuda e você pode ter também, então te dou uma dica que geralmente funciona quando enfrento meus medos. Assim que o pensamento de "quero pedir ajuda a fulano mas estou com vergonha/medo" vier, você vai imediatamente e fala com fulano. Sem dar tempo de sua mente de brincar com o medo ou ser infectada por ele. Só vai, tenta! Tipo band-aid. Dá uma chance. Você pode pensar que as pessoas não vão entender, vão achar besteira ou não saberão te ajudar, novamente, eu te entendo. Então deixe-me te dar mais uma dica: combine com você mesmo; "o que importa é que eu fale e me descarregue desse sentimento, com o que a pessoa fará posso 1) guardar na mente e coração se for bom e agregador 2) posso jogar fora por não me ajudar 3) preciso sempre tentar entender que as pessoas estão tentando, mesmo que não acerte. Não as culpe.
         Você não precisa andar só, mas talvez esteja só por não dar a chance para alguém segurar sua mão. Permita-me ser ajudado. Não adoeça por guardar. Escolha boas pessoas e tente se entregar, não é qualquer pessoa, mas confie na sua capacidade de escolha e creia que ao seu redor existem pessoas boas, que te querem bem. O amor dessas pessoas pode te levantar. Elas não podem fazer tudo por você, mas irão te ajudar a lutar. Deixe-se apoiar em alguém.

    À minha rede de apoio, formada por: mãe, pai, Kaline, Marcos, Brenda, Madrinha, Symara e Lucas Batista; eu preciso de vocês e tenho recebido muito de vocês. Gratidão ❤️

    E a você leitor: sempre há uma dificuldade mas eu acredito que você consegue vencer, porém, não lute sozinho.
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           Existe mais. 
         É verdade que existe uma geração de jovens cristãos crescendo e que vem mudando o tempo em que estamos. Mas também é verdade que embora muitos desses jovens saibam o que está acontecendo, eles continuam dormindo. Oram por 15 minutos, leem dois capítulos da Bíblia por dia, distribuem panfletos sobre Jesus na rua, fazem ação social uma vez por mês e acham que fazem muito pelo Reino, que fazem uma grande diferença. Sim, é bom e necessário que façam isso, mas existe mais. Podemos fazer e ser muito mais.
           Deus nos chama não só para andar pela terra seca - onde precisam ouvir - mas andar sobre as águas - no sobrenatural. Ele nos quer tanto alimentando os pobres quanto chorando aos seus pés no Getsêmani. Ele quer nos usar para curar os enfermos, mas também nos chama para cear com ele. Servir sem experimentar da intimidade com Ele não é suficiente!
           Mateus 7 versos 21 a 23 retrata bem isso: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
    Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?
    Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.
            Mesmo que estes tenham feito muitas coisas em nome de Jesus, se não experimentaram da intimidade com Ele, em seu secreto, estes não serão conhecidos por Ele. Você acha que não é possível fazer tais coisas em nome de Deus e não conhecê-lo? E quanto aos falsos profetas? Esse texto mesmo diz isso, eles fizeram, mas não eram conhecidos por Deus, não andaram com Ele.
            Como você tem vivido? Eu sei que muitos acham que não dá pra conhecer mais a Jesus, pois já ouvem sobre Ele todo domingo, por exemplo. Mas a Palavra diz que se clamarmos e nos achegarmos a Ele, Ele nos dirá segredos, coisas que não conhecemos (Jeremias 33:3). Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais Ele se revela a nós, mais sobre ele aprendemos, mais surpreendidos por ele seremos.
           Existe todo um oceano e confie em mim, nós muitas vezes não conhecemos nem a superfície! Quando se trata de conhecer a Deus, nunca há o suficiente, a intimidade, o relacionamento, nunca está bom o suficiente. Ele é um rio de águas vivas, ele não para de fluir! Nós que paramos de beber.
             Como podemos achar que já conhecemos totalmente um Deus tão grande, poderoso, um Deus de mistério, de sobrenatural? Como podemos achar que não há mais o que saber sobre Ele? Busque mais, seja mais, dê mais, mergulhe mais, conheça mais, ame mais esse Deus imenso! Não basta ser CRENTE, é preciso olhar nos olhos do seu criador todos os dias, ouvir as batidas do seu coração e dialogar. Você sabe o que é dialogar? Augusto Cury trouxe a essência dessa palavra em um livro fantástico sobre os segredos do Pai Nosso: "Dialogar não é simplesmente falar, produzir palavras, fazer gestos dosados. É ser espontâneo, singelo, sincero. É abrir o livro de nossa história para que outros leiam nossos textos ocultos. É sair do prefácio para conhecer os capítulos mais importantes das pessoas com as quais nos relacionamos. [...] Dialogar é se entregar."
           Dar e receber dEle, gastar (investir) tempo com ele, como você investe - ou mais - tempo com seus contatinhos e amigos, desfrutar da presença dEle, que nos transforma e consola. E quanto mais intimidade, mais queremos, até chegarmos no céu e ouvir: Filho meu, eu te conheço. Bem vindo ao lar.
            Não desperdice a água desse mar, seja mais!
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         Talvez você não saiba, mas eu curso Psicologia. É um curso integral, que exige muita leitura, e mexe muito conosco emocionalmente. Todo curso tem suas exigências, dificuldades e demandas. Todo curso é difícil e exige muito de nós. Mas calma, eu não larguei a faculdade. O que quero dizer com "desisti" dela?
         Eu sempre sonhei em fazer Psicologia e quando comecei o curso, me encantei com ele, e o amei. Mas sem perceber, a universidade se tornou minha vida, se tornou tudo o que eu fazia e queria. O mundo acadêmico era o meu mundo. Eu vivia para tirar notas boas, passar em todas as matérias e não repetir nenhuma, agradar pessoas ao meu redor, ser "perfeita" academicamente falando. Eu tinha me fundido com a universidade e não existia separada dela.
         Comecei a ver algumas coisas ao meu redor saindo do lugar, pessoas vomitando antes de provas, crises de ansiedade, muito choro, desistências, e outras coisas bem mais pesadas. Comecei a perceber que todas essas coisas também estavam em mim e faziam meu corpo adoecer. Minha mente estava cansada, eu não dormia direito, não vivia. Meus colegas e eu refletíamos muito sobre o processo adoecedor na universidade, debatíamos sobre isso, e queríamos mudar. Mas quer saber? Eu não vi essa mudança chegar. Só vi as pessoas com quem eu me importava se cansando mais e mais e tamponando toda essa dor com coisas banais, que davam alívio por um tempo, mas depois a bagagem era colocada de novo em suas costas.
         Pensei em desistir do curso várias vezes, largar tudo e dormir por um ano para recuperar o sono perdido (brincadeira, mas falando sério). Mas como eu falei antes, eu sempre quis psicologia. Então, eu tomei uma decisão difícil e dolorosa para mim. Talvez para você, essa decisão tenha sido algo simples e óbvio. Mas para mim, foi um processo grande, demorado e difícil. Eu decidi abandonar algumas matérias. Desde o começo do curso tenho pagado todas as matérias da grade, tudo certinho, para me formar no tempo certo, ter um bom currículo. Isso sempre foi importante para mim. Até que já não era mais. 
         Eu tinha duas opções na minha frente: a universidade, ou eu. Eu sempre escolhi a universidade, quando se tratava da minha felicidade, meu prazer, ou minhas notas, eu escolhia minhas notas. Meu tempo de descanso ou estudos, eu escolhia estudos. Minha saúde mental, ou frequentar todas as aulas, eu escolhia frequentar as aulas. Sempre me deixei em segundo plano, esqueci que era humana e não me dava o direito de fraquejar, muito menos falhar. Uma nota alta não era suficiente para mim, mesmo que eu não tivesse condições (físicas, psicológicas ou emocionais) para estudar muito a ponto de tirar um dez. Eu sempre me anulei e escolhi a universidade ao invés de eu mesma.
         Abandonar algumas matérias, por mais simples que seja, foi uma escolha que fiz por mim mesma. Foi um passo que eu dei para uma nova etapa: uma etapa em que eu sou mais importante do que a universidade. Se você que está lendo esse texto vive num contexto parecido na universidade, eu quero te perguntar: vale à pena tudo o que você está passando? Nesse momento da sua vida, você está feliz com a forma que está vivendo? Está satisfeito? Você imaginou que viveria assim? É isso que você quer? É assim que você deseja viver?
         Abandonar algumas matérias me permitiu enxergar que não valia a pena sofrer tanto em busca da perfeição acadêmica, porque a perfeição estava me matando, então, de que adianta ser perfeito e não estar vivo? Às vezes, caro leitor, segurar uma corda dói mais do que deixa-la ir. Às vezes desistir é a decisão certa. Às vezes, deixar ir é liberdade.
         Eu desisti da universidade para lutar por mim. Foi a melhor escolha que fiz.
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    Esse texto é para você, menina... Mulher.

    Ser mulher é uma droga, não é? Desde pequenas colocam sobre nós um peso de expectativas que nós aprendemos a cumprir sem questionar. E vivemos um processo de nos aprisionar nas vontades dos outros, cobertas pelo sentimento de que deve ser assim, e que não há nada de mais. “Você está engordando, cuidado para não ficar obesa”, “ninguém vai te querer desse jeito”, “se comporte como uma moça”, “seu cabelo é mais bonito escovado”, “uma moça não pode comer tanto assim”, “meninas devem ser mais esforçadas e tirar notas boas”. Parece que nos tornamos manequins presas em vitrines, vivendo pela imagem do que devemos ser e fazer. Claro que isso abrange muitas coisas e cultura da nossa sociedade, mas não estou aqui para abordar isso, quero falar de você.

    Você, menina, mulher. É muito mais que poses, notas, peso, comportamento, cabelo. Mas você também é tudo isso. Suas atitudes refletem quem você, e se você não se comporta de acordo com quem é de verdade, então eu te pergunto, quem é você e qual seu lugar nesse mundo? Te pergunto mais: Vale à pena viver essa representação enquanto seu verdadeiro eu pede para ser solto? Amada leitora, você não precisa seguir o que é dito, o que você precisa é se libertar dessa necessidade de ser aceita por todos. Já chegou a hora.

    Jesus Cristo, quando se fez carne e viveu no nosso mundo, libertou muitas mulheres. Naquele tempo, elas eram muito mais aprisionadas pela sociedade do que hoje. Naquele tempo, mulher não era ninguém. Jesus as amou, cuidou e libertou. No Novo Testamento vemos diversas passagens de como Jesus as tratou com pleno amor, compreensão e salvação. Jesus ama as mulheres, Ele as entende, como nem nós mesmas nos entendemos, e Ele quer liberta-las. Jesus quer te libertar. Eu não acho que Jesus morreu para que você continuasse vivendo da forma que vive, se prendendo, contendo, endurecendo, maquiando (não no sentido de maquiagem tá?), escondendo, morrendo! “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.”
    João 10:10. O que é essa vida em abundância, eu te pergunto. É uma vida sem correntes. Jesus morreu para que você se soltasse de suas correntes e vivesse plenamente com Ele. Ele te ama, e seu pedido é que você se ame também. Se ame mais do que você ama ser amada.
    No entanto, amada e linda leitora, nada do que eu estou falando aqui vai adiantar se você não tomar uma decisão. Eu sei que é bastante difícil, eu também tenho minhas lutas, e é exatamente por essas lutas que escrevo aqui. Eu quero viver a vontade do meu Amado, e a vontade dEle não é que eu me prenda cada vez mais nos desejos e expectativas dos outros, o desejo dEle é que eu seja livre nEle. A morte de Jesus tem de valer a pena em minha vida e na sua também. Não pense que Jesus não se importa com nada disso, Ele é esse tipo de cara, Ele se importa.


    Portanto, dance, corra, cante, se divirta, se solte, se permita, amoleça. Cale o mundo, ele não sabe nada sobre você. Ouça seu Criador, Ele sim te conhece, pois te fez. Seja livre, nEle e com Ele! Viva a vida em abundância que Ele comprou a preço de sangue para você!
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       Ultimamente tenho visto muitos cristãos deixando de viver uma intimidade com Deus, se contentando com o superficial ao invés de mergulhar. Muitos sabem que essa não é a vontade de Deus para eles, e até têm vontade de mergulhar, mas não conseguem. Refleti muito sobre isso e em oração pedi que Deus me revelasse uma resposta. E hoje, Deus me atingiu com algumas verdades.
        Um relacionamento com Deus, como todo relacionamento exige compromisso. Exige tempo. Exige entrega. E sabe qual é a verdade? Nós não queremos sacrificar por Deus. Não queremos sacrificar nosso tempo, preferimos dormir, assistir séries, filmes, passar horas nas redes sociais, ou até estudar. Não queremos sacrificar a nossa carne, mas queremos receber a salvação e a graça. Quão humano é isso? Colocamos Deus em uma caixinha e o guardamos num canto, pois sabemos que Ele estará lá quando precisarmos. Nos acostumamos com isso, e quando o vazio, a tristeza, o desespero – provocados pela falta dAquele que nos preenche – nos atingem, já não sabemos mais o que há de errado, não sabemos mais o que falta e o porquê de toda aquela treva ao nosso redor. Agimos como se estivéssemos com Deus, como se esquecêssemos que o lugar dele é em nós, e não nessa caixinha, distante. Perguntamos a Deus: o que está errado? Nós. Nós que estamos errados.
          O que você está fazendo da sua vida que não está vivendo em Deus e com Deus? Me pergunto se Jesus não foi claro o suficiente quando disse em Lucas 9: 23 “Se alguém quiser me acompanhar, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.” Se queremos viver um relacionamento profundo com Deus, precisamos sacrificar nossa carne, nossa vontade, nossos desejos (negue-se a si mesmo) e morrer para nós mesmos (tome diariamente a sua cruz). A cruz é um símbolo de morte. Não há como viver para Deus e para você mesmo. Não há como viver para Deus e seus desejos. A vontade de Deus é que vivamos pelo seu Espírito, e isso não será possível até que sacrifiquemos tudo por ele.
       Quem disse que seria fácil? Mas eu digo que valerá à pena. Ao perseverar, ao sacrificar, nos tornamos mais parecidos com Jesus e isso... Isso é tudo. Lembre: A perseverança é a evidência da verdadeira salvação. Não desista. Tome sua cruz todos os dias, mate-se todos os dias, viva para Ele. Vivendo na certeza que a graça dEle te basta (2Co 12:9).

         Jesus te diz hoje que é possível. Então sacrifique por ele, porque ele se sacrificou por você. Mergulhe!


    “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto se não permanecerem em mim. Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, este dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” João 15: 4-5.
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    Deborah Cavalcanti

    22 anos, Pernambucana. Amante de gatos, livros, fotografia e Psicologia. Sou tímida, tenho expressões intensas e pensamentos bagunçados. Eu escrevo porque vivo e sobrevivo porque escrevo.

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