Adoecimento em estudantes universitários: mito ou verdade?
maio 01, 2017
Verdade. Não preciso enrolar para responder essa pergunta. Essa verdade está diante dos meus olhos em todos os meus dias, em minha realidade e na realidade de meus amigos. Se você, caro leitor, nunca sentiu uma dor de cabeça, enjoo, dor de barriga, tontura, dificuldade de respirar, palpitação no coração, ou mãos suadas antes, durante ou depois de uma prova ou trabalho, você é privilegiado! Mas se você, como eu, já passou ou passa por algo do tipo quero lhe dizer: não está sozinho! A verdade é que as instituições implantam isso em nosso cotidiano e muitas vezes nós nos acostumamos tanto com essa rotina que não percebemos o quanto estamos caindo. Acostumamo-nos com as dores no corpo, a falta de disposição e o cansaço que parece não passar. O sistema nos empurra para além do nosso limite, nos prende em grades de horários, nos pressiona ao ponto de perfeição e muitos cedem ao fogo sem saber que estão sendo forjados. E para ser bastante sincera, se fossem apenas os sintomas que listei acima o prejuízo poderia ser menor, o fato é que há muito mais embaixo do tapete. Há suicídios, há desenvolvimento de doenças mentais, há desespero profundo, depressão... Até quando aceitaremos sermos postos em um quadrado, quando somos de outro formato? É preciso alguém morrer para que isso tenha fim? E será mesmo que isso traria fim ao sofrimento? A mudança começa por você, por mim. Não estou falando de mudança no sistema, estou falando de uma mudança interna. Não aceite ser posto no fogo. Você não é uma nota. Você não precisa ser o estudante perfeito. Comece a entender que sua saúde mental é sim importante, que você precisa se cuidar, lutar por si mesmo! Vá até onde consegue, dê o melhor de si e nada mais que isso. Você é forte, mas não precisa ser o tempo todo. Não cobre perfeição de si mesmo, isso não existe. Faça o que quiser, como quiser, porquê fizer, lembre-se: Você em primeiro lugar. Como diz um amigo meu, antes você do que uma disciplina. Antes você do que a universidade. Antes você do que uma nota. Afinal de contas, como ser um bom profissional, se você não está no melhor de você?

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